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A Economia Solidária como instrumento de re-significação do trabalho das mulheres!

Escrito po: Anne Guiomar de Sena Silva / Presidente da UNISOLBAHIA Magda Almeida/ Secretaria de Politicas Afirmativas da UNISOLBRASIL

08/03/2017

As relações solidárias empoderamento socioprodutivo e político!

O Brasil vem sendo palco de intensas alterações demográficas, sociais, econômicas e políticas. As dinâmicas demográficas apontam para os processos de envelhecimento da população e de redução da taxa de fecundidade, segundo dados do Observatório da Igualdade de Gênero /2016. Além disso, há nas últimas décadas a intensificação do processo de transformação social decorrente da urbanização e da industrialização, refletindo amplamente na realidade social, em especial na condição de vida das mulheres brasileiras.

Divididas entre o trabalho, cuidados com a família, afazeres domésticos e estudos as mulheres têm uma jornada diária cada vez maior. Em contrapartida as conquistas de espaço no mercado continuam desiguais em relação aos homens. Essa realidade perpassa pela compreensão do conceito da Divisão Sexual do Trabalho, onde os trabalhos domésticos são direcionados “exclusivamente as mulheres” reforçando o quadro de disparidades que alimenta o preconceito social, racial, salarial entre homens e mulheres.

O ingresso das mulheres no mundo econômico não equilibrou as funções atribuídas aos sexos, ao contrário, reforçou as desvantagens vividas pelas mulheres que atualmente compartilham com os homens, de forma equânime ou não, a provisão financeira da família juntamente com a responsabilidade da esfera reprodutiva. A saída do lar e as conquistas cada vez mais visíveis no âmbito público representaram uma revolução incompleta, uma vez que as mulheres ainda assumem praticamente sozinhas as atividades do espaço privado, o que perpetua uma desigual e desfavorável divisão sexual do trabalho para elas.

Com base nessa historicidade e enfrentamento a essas diversas circunstancias - ao ser inserida no mercado de trabalho, trouxe para as mulheres o enfrentamento de outras dicotomias, a exemplo das desigualdades nos índices de desempregos, nos baixos rendimentos, nos espaços de ocupação – atividades que não conferem a elas os direitos constitucionalmente garantidos - , nas violências e jornadas ampliadas. Essas dinâmicas consistem em alguns dos elementos de “expulsão” das mulheres da população economicamente ativa.

Nesse sentido os empreendimentos de Economia Solidária tem sido cada vez mais uma resposta a essa exclusão, alternativa aos desmontes de políticas de submissão e “aprisionamento” dessas mulheres, visto a integração das políticas afirmativas e socioprodutivas.

O debate acerca da questão de gênero, no âmbito da Economia Solidária  leva em conta toda a sua diversidade social, econômica, cultural, racial, e, sobretudo aprofunda as discussões das atividades invisibilizadas – dupla jornada. Permitindo muitas vezes o redirecionamento das práticas produtivas com adensamento das necessidades de adequação das relações laborais e familiares.

Essa inserção paulatina das mulheres ao movimento garante sobretudo o avanço dos debates acerca das políticas públicas, crescimento de indicadores de ocupação e posição política através dos cargos deliberativos, propiciando assim maior autonomia e participação democrática.

Nesse sentido, as iniciativas solidárias não significam apenas uma medida de geração de trabalho, emprego e renda e sim, uma redefinição das concepções de relações sociais , visto que fomentam iniciativas democráticas, conscientes e efetivas na busca do bem comum; fortalecendo assim a igualdade de direitos e a equidade entre homens e mulheres

#Pelo empoderamento feminino

#Pela Igualdade com Equidade

#Pela autonomia socioprodutiva

#Contra reforma da previdência

#8MParo!

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