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CUT participa de Audiência Pública em Teixeira de Freitas

19/03/2017

“Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado nesse país não foi apenas contra a Dilma, contra o povo", desabafou Manoel Messias do Vale, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Escrito por: Ascom CutBahia- Jelber Cedraz

Em senhor do Bonfim na câmara de vereadores participando da audiência pública promovida pelo vereador Rê do sindicato para discutir a pec 287 importante debate com os vereadores (as). Não tenho dúvidas do papel que os 

trabalhadores e os movimentos sociais está cumprindo nessa luta contra o retrocesso, mais os vereadores de cada cidade desse país pode mobilizar os deputados que nesse momento se Coloca contra os trabalhadores para modificar o tumo dessa história.
Essa luta não é fácil mais vai ter que acontecer.

A Câmara Municipal e as Centrais Sindicais CUT, FORÇA, UGT E CTB realizaram na noite desta sexta-feira (17/03), uma audiência pública no plenário do Poder Legislativo, onde se discutiu sobre a Proposta de Emenda à Constituição, que trata de mudanças na aposentadoria dos trabalhadores brasileiros, onde a insatisfação tomou conta da população que participou do evento.

O audiência contou com a presença do deputado federal baiano Davidson Magalhães, presidente estadual do PC do B – Partido Comunista do Brasil e membro titular da Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara Federal. Ele disse que proposta prejudica trabalhadores e não resolve rombo da Previdência. A Audiência Pública foi presidida pelo vereador Leonardo Feitoza da Silva, o “Leonardo do Sindicato” (PC do B), autor da proposição que originou a realização da audiência.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Agnaldo Teixeira Barbosa, o “Agnaldo da Saúde” (PR), abriu a audiência pública se manifestando contra a reforma da previdência e na sequência convocou o vereador Leonardo do Sindicato para presidir o debate que teve duas horas de duração e reuniu estudantes universitários, movimentos sociais, representantes dos principais organismos sindicais de Teixeira de Freitas e de toda região.

Ainda fizeram parte da mesa, a presidente da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil, advogada Goretti Martins e os presidentes das Centrais Sindicais: Manoel Messias do Vale, da CUT; Pedro Ribeiro dos Santos, da FORÇA; Manoel Lavigne, da UGT; e João Milton, da CTB.

“Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado nesse país não foi apenas contra a Dilma, contra os partidos de esquerda, foi para colocar um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas da classe trabalhadora ao longo de anos, com a reforma trabalhista e da Previdência”, desabafou Manoel Messias do Vale, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

As Centrais Sindicais repudiam a PEC 287 e preparam ações para barrar mudanças na Previdência. Para dirigentes reunidos em debate na noite desta sexta-feira (17) na Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, não é reforma, é desmonte. A reforma é vista como nociva aos trabalhadores. “A reforma é parte da fatura do golpe que tivemos no nosso país. Ou derrotamos a reforma da Previdência ou ela nos destrói”, disse o sindicalista Pedro Ribeiro dos Santos, da FORÇA.

“Já levaram o pré-sal, aprovaram a PEC do teto e querem acabar com a aposentadoria. Ou nós derrotamos a reforma da Previdência ou ela destrói a classe trabalhadora. O enfrentamento tem de ser agora. E não dá para fazer remendo. Tem de haver uma batalha pesada para devolver essa proposta para a gaveta”, acrescentou Manoel Lavigne, da UGT.

Dirigentes de algumas centrais defendem a realização de uma greve geral, enquanto outras são favoráveis a um dia nacional de paralisação, na segunda quinzena de março. Durante a segunda parte da Audiência Pública, sindicalistas lembraram que os trabalhadores na educação já aprovaram, em congresso, uma greve a partir de 15 de março. Por enquanto, está prevista uma atividade em Brasília no dia 22 deste mês, incluindo reuniões com os presidentes da Câmara e do Senado Federal e com líderes partidários.

Para Manoel Lavigne, da UGT, questões como demografia e expectativa de vida devem ser consideradas, “mas a forma com que foi apresentada essa reforma nos preocupa profundamente”. Ele citou a proposta do governo de igualar a idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres. “Enquanto não houver igualdade de oportunidades, não podemos aceitar a mesma idade”.

O vereador Leonardo do Sindicato, que presidiu a Audiência Pública, rejeitou o termo “reforma”. “Reforma é uma coisa boa, isso é desmonte da Previdência. Não é governo, é uma junta de golpistas que querem entregar os direitos dos trabalhadores e destruir a Constituição de 1988. Se não tivermos humildade, seremos derrotados. Está em curso um ataque que visa a uma mudança estrutural nas relações de trabalho. A resposta também tem de ser contundente. Ações pontuais não serão suficientes. Para derrotar essa reforma, é preciso colocar o bloco na rua, acima de nossas diferenças”, disse Leonardo.

 

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